terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

As 10 previsões do Google para 2011

Conforme avaliação, Google Maps virará aplicativo no iPhone 5 e empresa fechará o Knol por falta de tráfego
O Google terá, em 2011, alguns fracassos espetaculares e alguns surpreendentes sucessos. É assim que tem sido nos anos recentes e não há razão para esperar que o padrão se modifique. Para cada Android, Chrome ou Gmail que se torna uma história de sucesso, há um Lively, Wave ou Dodgeball que falha. O Google não guarda segredo quanto a sua disposição em fazer apostas de alto-risco. Aqui estão as dez previsões sobre o que esperar do Google no ano que se inicia.

  1. Integração social dos serviços do GoogleO ano que se inicia será crucial para os esforços do Google em criar um Serviço Social de Computação. O Facebook continua a crescer e se tornou um hábito que seus usuários não aparentam querer largar. Se o Google não apresentar uma oferta de rede social irresistível em 2011, corre o risco de comprovar o que o Yahoo mostrou em sua pesquisa: uma companhia que ficou para trás e nunca mais voltou a competir.
    Acredita-se que o Google irá desenvolver uma barra de ferramentas social ou uma extensão do navegador que irá atar todos os seus diversos serviços. Espera-se um anúncio em maio, na conferência de desenvolvimento da companhia, o Google IO. A empresa deseja que seu Serviço Social que está para ser lançado, esteja disponível para os desenvolvedores para que eles possam acrescentar valores a ele.
  2. Sinal de TV – estratégia reveladaÉ aqui provavelmente que vamos ouvir muito mais sobre o Chrome OS também. Foi prometido para o meio de 2011 netbooks com o Chrome OS pela Acer e Samsung. Perto dessa data, o Google também pode estar pronto para anunciar seus planos de sinal para TV White Spaces (sinal vazio entre as transmissões dos canais de TV) como também sua parceria com a Logitech para fazer um roteador de White Space.
  3. TV Google vai a HollywoodO Android SDK do Google TV deve ter sua estreia antes de março. Na melhor das hipóteses é aí que o Google TV terá estimulado interesse suficiente para que se crie alguma excitação para o Google IO. Mas o interesse dos desenvolvedores depende dos consumidores comprarem o Google TV. E os consumidores dificilmente se interessarão em possuir o hardware se os fornecedores continuarem a impedir que seu conteúdo apareça no Google TV. Espera-se que a companhia coloque a mão no bolso para encorajar as estrelas de Hollywood a participarem de sua festa.
  4. Adotando o DRMA recente aquisição do Google da companhia Widevine de Vídeo Streaming e DRM sugere que a companhia está buscando fazer amigos em Hollywood ao oferecer maior proteção nos conteúdos dos vídeos. Até o final de 2011, o prospecto da Google TV deve ser bem mais entusiasmante. E há chances que o Google, tendo investido em DRM, implemente o Adobe DRM para e-books, e seja coroado com o sucesso do sistema de identidade de conteúdo do Youtube.
  5. Serviço de música entra em açãoOs proprietários de conteúdo também temem a demora da empresa em investir num serviço de música baseado na nuvem. Tendo visto o poder que a Apple adquiriu através do iTunes, há de se entender que os fornecedores de músicas fiquem cautelosos em ceder muito para o Google. Ao mesmo tempo, a indústria musical terá mais poder de negociação se o Google competir com a Apple e Amazon na distribuição de músicas online. Então esperamos alguns contratos assinados e um anúncio em março ou abril.
  6. Chrome continua sua trajetória de sucessoO Google Chrome atingirá uma fatia de 16% no mercado global até o final de 2011. A Chrome Web Store irá expandir para incluir widgets do iGoogle. E o iGoogle será a figura principal nos planos sociais do Google.
  7. A tendência da nuvem, melhoria de acesso ao desenvolvedor Rajen Sheth, gerente sênior de produtos do grupo empresarial do Google, acredita que em 2011 algumas das maiores apostas no futuro – computação em nuvem, móvel e produtividade no local de trabalho – irão compensar. Ele diz que a computação em nuvem está se tornando uma tendência e espera que o valor de oferta do Chrome OS – a internet sem os problemas de segurança ou manutenção dos PCs – crie mais conversores da nuvem.
    Sheth sugere que o Google continuará a procurar meios de fazer isso em várias plataformas – na Web e Android – mais acessíveis a desenvolvedores, através de ferramentas como o App Inventor e Apps Script. Ele também disse que o Google continuará a procurar meios de tornar funcionários especializados mais produtivos, através da colaboração, filtros automatizados e outras ferramentas de gerenciamento de informação.
  8. Acontecimentos legais e dificuldades de regularizaçãoEm 2011, o Google fará algumas concessões simbólicas para acabar com o inquérito antitruste da Comissão Europeia. Nos Estados Unidos, não haverá mais inércia federal com relação à publicidade e privacidade online. O governo autorizará a aquisição da ITA Sofware pelo Google.
    A companhia irá ganhar outro round da sua batalha legal contra a Viacom quando o Segundo Tribunal de Apelação dos Estados Unidos corroborar a decisão de um tribunal inferior alegando que o Youtube não é culpado de infringir direitos autorais.
  9. Google Maps vira aplicativoEm junho, a Apple lançará o iPhone5, com seu próprio aplicativo de mapas pré-instalado em vez de usar o do Google. A empresa irá submeter o Google Maps como um aplicativo standalone e conseguirá a aprovação.
  10. Menos aquisiçõesO Google não comprará tantas companhias quanto comprou em 2010, foram 26 até o começo de dezembro, mas irá adquirir uma empresa de pagamento móvel que está realizando um trabalho interessante no campo de comunicação (NFC) e tecnologia. (Três dias depois que o rascunho desta reportagem estava completo, o Google comprou Zetawire uma empresa canadense de pagamento móvel.)
E aqui vai uma previsão bônus para o ano que se inicia. Google fechará Knol em 2011. O serviço não tem tráfego suficiente para ser medido pelo comScore. Atualizações regulares que eram comuns em 2009, não são reportadas desde dezembro. E pela primeira vez em anos, o Google será capaz de evitar uma grande confusão privada.

por Thomas Claburn | InformationWeek EUA

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